Luis Nassif foi introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003 e 2005, em eleição direta da categoria.

 

O caso Veja (no GooglePages)

       O lobista de Dantas

      O lobista de Dantas (no GooglePages)

 

 

 

 

   Projeto Brasil

   Dinheiro Vivo

 

 

      



       



20/08/08 20:40

Trivial das deusas do cinema

Da Comunidade do Blog


Adicionado por Justo


 


Ache outros vídeos como este em Comunidade do Blog de Luis Nassif


enviada por Luis Nassif
20/08/08 20:12

Do jornalismo de Veja

Por alexandre,

"Penso ser inaceitável que repórteres, conscientes dos impactos que causam suas publicações, se aventurem em reportagens sem nenhuma base em fatos. Ou que se lancem em conjecturas e suposições fundamentadas em meias verdades. É necessário repulsa e indignação ao conteúdo da matéria que não tem o menor compromisso com a verdade. É a clara intenção de denegrir um órgão público e a honra de seus servidores". (Paulo Lacerda,hoje,na cpi,sobre a"Veja".)



enviada por Luis Nassif
20/08/08 20:00

Prêmio Comunique-se

Saíram os finalistas do Prêmo Comunique-se de Jornalismo, em eleição da qual participaram 95 mil jornalistas.

Fui classificado em Jornalista de Economia da Mídia Impressa (ao lado dos colegas Celso Ming e Guilherme Barros) e da Mídia Eletrônica (ao lado de Carlos Alberto Sardenberg e Joelmir Betting).

Será um prazer disputar prêmios de jornalismo com jornalistas do nível dos mencionados.

Clique aqui



enviada por Luis Nassif
20/08/08 15:31

No Porto Digital

Estou embarcando para Recife. Amanhã, dez da matina, palestra no Porto Digital, casando duas paixões minhas: tecnologia e Recife, em homenagem ao qual batizei a caçula de Dora, rainha do frevo e do maracatu. E ela nasceu sestrosa de nascença, tal e qual um revirar de olhos de Caymmi.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 15:29

Papo de armarinho

Por Ronaldo

A Petrobrás não foi, não é, e não será igual à PEMEX ou à PDVSA. A Petrobrás sempre soube desempenhar as funções estatais e empresariais com uma imensa competência. Ela ataca e defende tanto como estatal quanto como empresa privada. O poder econômico e político que ela detém foi coquistado com méritos inegáveis. Ela tem uma lógica própria, uma cultura própria e uma estratégia própria. Graças a isso, sobreviveu e se fortaleceu, como poucas, nestes 50 anos; sendo motivo de orgulho da nossa gente. O que não é pouca coisa.

Contudo, ela não é o Estado brasileiro, que, por ironia do destino, quer uma parcela maior da renda do petróleo brasileiro, para usá-la em prol da grande maioria da polpulação, que não é empregada, acionista, ou pensionista da Petrobrás.

A Petrobras quer que a renda fique com ela. E não tem nada de mais nisso. Está seguindo a lógica que lhe garantiu a sobrevivência. Lula quer a renda para os pobres, também seguindo uma lógica que lhe garantiu a sobrevivência.

Sinceramente, acho que os dois estão sendo coerentes. Cá pra nós, é um belíssimo embate.

Quanto à Mídia. Está, como sempre, sem saber o que está acontecendo. Emaranhada nos seus eternos preconceitos e irrelevâncias. A cata dos seus "especialistas", que lhe digam o que é "certo" e "moderno" e o que "errado" e "atrasado".

E, senhores, cabide é papo de armarinho; preocupação de costureira. Papo São Paulo fashion week. Me poupem!

Por Neves

Grande Ronaldo!

Não bastasse seu comentário anterior (Anexo abaixo), você me sai com este arremate maravilhoso.
Tomara que Nassif nos faça o favor de grudá-lo ao postado acima como P. S., pois ajuda entender seus argumentos.

Eis o Anexo:

"Na indústria de petróleo existem basicamente dois modelos: concessão e partilha da produção.

Quando o risco geológico existe e é significativo se recorre à concessão.

Quando o risco é baixo, praticamente inexistente, recorre-se à partilha de produção.

Os dois modelos são concebidos para atender da melhor forma a partilha de riscos e benefícios entre os Estados e as empresas operadoras, segundo as condições objetivas das reservas.

Se o pré-sal se enquadrar no segundo caso, o marco atual caracterizado pelo regime de concessões irá mudar. Simplesmente porque é assim que todo mundo faz e a gente não vai reinventar a roda.

Nesse caso será criada, sim, uma nova estatal para representar o Estado perante as operadoras. E a Petrobrás será mais uma operadora. Na verdade, a mais forte de todas elas; longe.

O que está sendo discutido, de fato, é quanto fica com o Estado e quanto fica com as operadoras. Principalmente, a mais relevante delas: a Petrobrás.

Este é o mundo do petróleo no qual a banda toca em torno de quem fica com a renda.

No cerne desta disputa estão dois atores de peso: Petrobrás e Lula. E hoje eles não estão do mesmo lado.

Este é o jogo decisivo. Quem quiser se divertir com outros que vá ver as olimpíadas".



enviada por Luis Nassif
20/08/08 15:00

A Petrosal e o fundo soberano

A criação da Petrossal é essencial, assim como do fundo soberano. E é ociosa essa discussão sobre se será cabide de emprego ou não. A lógica da empresa é ser enxuta, uma espécie de administradora de condomínio responsável pela gestão dos ativos do governo na área.

É importante porque os recursos do pré-sal precisam ser claramente identificados, a fim de evitar que caiam na vala comum do orçamento público. O petróleo é uma riqueza finita. Por isso mesmo, os recursos amealhados têm que se destinar a construir o futuro.

O fundo soberano será essencial para evitar a apreciação ainda maior do real. E precisa de uma estrutura flexível de aplicações. Ontem, conversava com uma analiosta brasileira que atua na Ásia e Oriente Médio. Os fundos soberanos da China e dos Emirados estão subordinados a uma visão estratégica de país. Não se limitam meramente a aplicar em títulos públicos americanos.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 12:09

Gestão pública e privada

Da Comunidade de Gestão

Publicado por Roberto Jorge Regensteiner

Semelhanças e diferenças entre Gestão Privada e Gestão Pública
Mesmo sem os “critérios da FNQ” aí vai, de bate-pronto, um chute inicial para começarmos a discutir.

De uma perspectiva ampla a gestão pública e a gestão privada são semelhantes no sentido de que tem de buscar e se preocupar com eficácia (atingir objetivos) e eficiência (uso ótimo dos recursos).

Uma primeira e importante diferença entre as organizações públicas e privadas é o “ecossistema” na qual estão inseridas. Enquanto as públicas têm de se submeter a certas leis específicas e a certas injunções políticas, as organizações privadas possuem uma liberdade de ação muito maior. Aliás, o ecossistema institucional deveria ser substancialmente alterado. Só para começar: vivemos uma institucionalidade na qual é impossível para as empresas estarem 100% de acordo com as leis. Com enorme freqüência há conflitos entre leis novas e antigas, conflitos entre instâncias (federais, estaduais, municipais) e normatizações setoriais (Fazenda, Trabalho, Vigilância Sanitária, etc.) que fazem com que quando vistas de perto quase nenhuma organização possa dizer que cumpre 100% com as regras. Isto favorece a irracionalidade e a corrupção no sistema. Passar à limpo a legislação e zelar para que as novas regulamentações se harmonizem com os regulamentos vigentes é necessário (continua).



enviada por Luis Nassif
20/08/08 12:06

A pedagogia da linguagem

Da Comunidade do Blog

Publicada por Luzete

Por uma pedagogia da linguagem

A análise que se segue (há um anexo) é produto de uma intensa colaboração que desenvolvi junto ao grupo de educação, coordenado por Carmem Lúcia Bandeira, do Centro de Cultura Luiz Freire, em Olinda.

O ponto de partida deste estudo foi o reconhecimento, assumido por muitos neurologistas, de que a linguagem é uma competência tão universal e tão distintiva da espécie humana que a perda desta capacidade, por qualquer tipo de dano no cérebro, pode ser tão devastadora que, nos casos mais severos, é muito forte a sensação de que a pessoa como um todo foi perdida para sempre. É esta sua relevância na vida humana que faz da linguagem um tema tão atraente, mesmo para não especialistas. Para os educadores compreender os mecanismos da linguagem, torna-se uma obrigação porque, em circunstâncias normais, é através dela que o aluno lhe informará o nível de competência adquirido (continua).



enviada por Luis Nassif
20/08/08 11:23

Oitavo do mundo

Segundo estudo da FGV e da Ernst&Young, se crescer a 4% ao ano, em 2030 o Brasil será a 8a economia do mundo, com PIB de R$ 2,3 trilhões.

Aí resolvi fazer outras contas. A 5% ao ano, o Brasil será a 7a economia do mundo, com PIB de R$ 3 trilhões.

Se crescer a 6% ao ano, o PIB será de R$ 3,8 trilhões e o Brasil será a 4a economia do mundo.

O que tudo isso significa? Que a planilha Excel é uma ótima diversão.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 11:14

Infra-estrutura e oportunidades

É curiosa essa questão de que o Brasil não tem condições de crescer por causa da infra-estrutura. É evidente que uma infra moderna aumentaria substancialmente a competitividade do país.

Só que, no momento, a infra-estrutura precária é um dos grandes diferenciais que o país exibe para investidores internacionais. Investir em infra-estrutura é uma grande oportunidade, especialmente para fundos soberanos que exigem investimentos menos voláteis.

Nos próximos anos, a ampliação da infra-estrutura será um dos motores de crescimento do país.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 11:13

A quebra do grande banco

Aparentemente, já tem nome e endereço o "grande banco americano" que poderá quebrar nos próximos meses, segundo o economista Kenneth Rogoff: é o Lehman Brothers. Ontem, o fundo soberano da Coréia desistiu de aportar recursos nele.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 11:06

A cara do Supremo

Tudo bem que o Supremo quer ter voz política. Mas as quizilas do Gilmar Mendes não têm o mínimo da solenidade que o cargo exige.

Aliás, depois que assumiu o Supremo, Gilmar passou a falar com a voz impostada de Sepúlveda Pertence, como se tivesse baixado um espírito nele. Agora, entra em bate-boca com a Polícia federal, com juízes de primeira instância. Não passa dia sem jogar uma frase de efeito sobre a opinião pública.

Tanto a solenidade (de falar de dentes cerrados escandindo as sílabas pelas bochechas) quanto o bate-boca espalham uma confusão danada junto à opinião públcia. Afinal, qual é a cara do Supremo? É aquela que se adapta a qualquer circunstância, que é capaz de passar da solenidade forçada ao bate-boca primário?

Saudades da presença discreta de Ellen Gracie.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 10:20

A simplificação das dívidas tributárias

Boa matéria da "Folha", bem organizada, sobre o pacote de simplificações tributárias a ser anunciado pela Fazenda.

Pensa que a edição online não traga os quadros e infográficos da impresa (clique aqui).



enviada por Luis Nassif
20/08/08 09:45

Os dispersivos

Quando alimentos e commodities minerais em alta dispararam a inflação, criou-se um clima de terrorismo que contaminou até meu amigo Luiz Gonzaga Belluzzo. O mote básico era a taxa de dispersão dos aumentos – mostrando que o vírus estava se inserindo em todos os poros do organismo econômico, independentemente dos efeitos dos alimentos.

Agora, despencam preços de commodities agrícolas e minerais. E o que acontece com a dispersão inflacionária?

Segundo o IGP-M que acabou de ser divulgado, do segundo decêndio de agosto, em relação ao período imediatamente anterior:

IGP-M: caiu de + 1,79% para -0,44%

IPA (Índice de Preços no Atacado): caiu de +2,28% para -0,44%.

Dentro do IPA;

Bens Finais: de +0,55% para +0,49%

Bens Intermediários: de +2,50% para + 1,26%

Matérias Primas Brutas: de + 3,89 para – 3,80%.

IPC (Índice de Preços ao Consumidor): de +0,54% para +0,21%

Dos sets sub-grupos pesquisados, apenas dois (habitação e despesas diversas) mostraram aceleração.

INCC (Índice Nacional da Construção Civil): caiu de +1,34% para + 1,32%. O subgrupo Materiais e Servuços aumentou de +1,55% para +2,18%. E o subgrupo Mão de Obra caiu de +1,11% para 0,35%.

Cadê a infecção?

O implacável teste dos dados

De Alexandre Schwartsman, na Folha de hoje

A hipótese crucial dessa recomendação de política econômica é a noção de que inflação brasileira é "importada", resultante da elevação dos preços de commodities. No entanto, ainda que aparentemente intuitiva, a hipótese da inflação "importada" não sobrevive ao implacável teste dos dados.

Alexandre levanta os preços de commodities agrícolas, compara com a valorização do real, conclui que um anula o outro. Assim, o “implacável teste dos dados” lhe permite constatar que não houve a inflação de alimentos que todos pensaram que tivesse havido. O que houve foi excesso de demanda.

Aí, caem os preços internacionais e, com ele, todos os índices de inflação de todos os produtos. Ou seja, os preços internos subiram quando os preços das commodities subiram; e caíram quando os preços das commodities caíram”. Alexandre esqueceu de informar que os dados que participaram do “implacável teste”, antes foram torturados até que confessassem o que o torturador exigia.

Sua lógica me lembra um artigo clássico do Olavo de Carvalho, "Ciência e Demência". Diz ele que o intelectual fica tão preso à sua própria teoria que, quando a realidade mostra evidências que não cabem na teoria, sua primeira reação é pensar que está louco. Depois, trata se criar uma teoria para explicar para ele próprio que o que ele está vendo não existe.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 09:24

O custo mídia

Eike Baptista atropela normas ambientais, vale-se de técnicos formados pela Petrobrás, mas sua audácia não é a de um Daniel Dantas. A capacidade que demonstrou de gerar valor, de atrair capitais para seus projetos é típica de uma nova geração de empreendedores – essencial para a nova etapa da economia.

Mas os problemas de imagem que sofreu nos últimos tempos – com a invasão de sua casa pela Polícia Federal, em função de um inquérito que corria no norte – mostra a vulnerabilidade institucional brasileira.

Além da queda nos preços da OMX (a petrolífera que criou), passou a enfrentar dificuldades inclusive nos seguros internacionais, devido aos riscos de imagem. Se se confirmar os exageros da PF, há possibilidade de que seja enquadrada.

Mas quem controla a mídia que se especializou em assassinatos de reputação? Grupos de mídia importantes fecharam acordos de alto risco com Daniel Dantas, praticando assassinatos de reputação contra juízes, desembargadores, políticos e jornalistas que ousavam enfrentá-lo. O período do “rabo preso com o leitor” – a grande sacada de Otávio Frias nos anos 80, que acabou seguido por outros jornais – passou.

Agora é um vale-tudo sem limites, no qual grupos importantes de mídia se associaram a Dantas – mesmo com todas as indicações de atividade criminosa que o cercavam.

Como será daqui para frente? Qualquer grande grupo que ganhe dimensão internacional estará sujeito a assassinatos de reputação cometidos por pistoleiros de aluguel com contatos com grupos de mídia. E a Justiça, até agora, não se mostrou à altura do desafio de conter as hordas bárbaras.

Hoje em dia, os ataques contra a honra são monetizados, submetidos a avaliações de custo-benefício. O Brasil está se lançando no século 21 com uma mídia que regrediu 40 anos nos últimos anos.



enviada por Luis Nassif
20/08/08 07:00

A Petrobrás e a bioenergia

Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica mostra os planos da Petrobrás Bioenergia.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 22:25

Trivial de Monsueto

A letra é curta, a melodia também. Com poucos elementos, é um dos maiores sambas da história: “Me deixa em paz”, do grande Monsueto.

Me Deixa em Paz
Composição: Monsueto / Airton Amorim

Se você não me queria
Não devia me procurar
Não devia me iludir
Nem deixar eu me apaixonar

Evitar a dor
É impossível
Evitar esse amor
É muito mais
Você arruinou a minha vida
Me deixa em paz

Aqui, mais dados sobre ele:

No Samba- Choro

No Overmundo

Na Wikipedia

 

Por milton 

E os vídeos, seu Nassif?

Com Teresa Cristina e Seo Jorge

Com a Orquestra Imperial

E agora- imperdoável!- com a predileta da casa Fabiana Cozza



enviada por Luis Nassif
19/08/08 17:16

O acareador

Jungmann pede acareação entre Protógenes e Dantas na CPI dos Grampos

GABRIELA GUERREIRO

da Folha Online, em Brasília

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) protocolou requerimento nesta terça-feira na CPI das Escutas Clandestinas da Câmara com o pedido de realização de acareação entre o delegado Protógenes Queiroz e o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity. Jungmann é integrante da CPI.

Como os dois apresentaram à comissão versões distintas sobre os rumos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, o deputado quer colocá-los frente a frente para esclarecer pontos "contraditórios" dos depoimentos.

"Algumas pessoas estranharam o fato de fazermos acareação entre o investigador [Protógenes] e o investigado [Dantas]. Mas isso não é limitação. Para a CPI, ambos são testemunhas que podem colaborar com os trabalhos", disse Jungmann.

Comentário

Sugiro que a Polícia Federal proponha uma acareação entre Jungman e Dantas, a fim de que colaborem para os eleitores entenderem melhor qual é a intenção do deputado. A maneira como minimiza a capacidade de entendimento de seus eleitores mostra que tem alguma coisa errada: ou com os eleitores; ou com ele próprio. Ou com ambos.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 13:29

A justiça fluminense

Jornal do Brasil

CNJ vai se informar sobre operações de Marlan Jr.

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse ontem, no Rio, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai se informar sobre as operações do advogado Marlan de Moraes Marinho Júnior, envolvido em diferentes casos de tráfico de influência no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A atuação nebulosa de Marlan Jr. envolve uma rede de irregularidades que podem atingir a imagem do Poder Judiciário. Marlan Jr., filho do desembargador Marlan de Moraes Marinho, aposentado em setembro de 2006, sobrinho do desembargador Lindolpho de Morais Marinho (que tem um i de diferença no Morais), da 16ª Câmara Cível, e irmão do juiz Marcelo Almeida de Moraes Marinho, da 24ª Vara Cível, é conhecido por utilizar-se de suas relações familiares para constranger juízes e pressionar funcionários da Justiça e oficiais de cartórios em favor das causas que defende, a exemplo de processos do Grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. Mendes enfatizou que, no STF, a prática de tráfico de influência é inviável (continua).



enviada por Luis Nassif
19/08/08 10:07

Das frases tempestivas

Do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em evento de ontem.

"Já existem sinais de que a política monetária começou a influenciar as expectativas de inflação".

Finalmente o mundo se curva ao BC brasileiro. Graças à atitude tempestiva do BC, desabaram as cotações internacionais de commodities. Se a Selic abrir mais dois pontos, não sobrará governo europeu de pé. E Bush que se cuide.

Aliás, lembro-me que, quando Meirelles foi convidado para assumir o BC, Veja produziu um dos clássicos do jornalismo biográfico contemporâneo. Informou que o cargo anterior de Meirelles no BankBoston era tão elevado, mas tão elevado, que para tomar posse ele precisou da autorização da OCDE e foi obrigado a jurar sobre a Bíblia e a Constituição americana. O BankBoston era um mero banco médio americano e o cargo de Meirelles, o de Global President, correspondia ao diretor internacional do banco - cujos únicos ativos internacionais estavam no Brasil e na Argentina.

Por Bruno

Nassif,

Hoje quando vi a capa do Globo pensei: seria um excelente texto: a Megalonomania do Meirelles. Mas, para quem não acompanha o gráfico de preços nas commodities pode achar que vc está exagerando. Por isso, sugiro que vc mostre aos seus leitores a acentuada alta dos preços das commodities seguida por acentuada queda.

PS - Na foto à direita, o peixe que pesquei em minha última visita ao rio dos Cachorrinhos, em Poços.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 10:03

Buraco sem fundo

Do Estadão

Economista prevê quebra de 'grande banco americano'
Kenneth Rogoff, que já trabalhou no FMI, disse que pior ainda está por vir.

SÃO PAULO - A crise financeira global irá piorar, com um grande banco americano provavelmente quebrando nos próximos meses, segundo um ex-economista do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Kenneth Rogoff, atualmente professor de Economia da Universidade de Harvard, disse em uma conferência em Cingapura que a economia americana ainda não saiu do perigo como alguns acreditam.

"Eu iria além e diria que o pior ainda está por vir", disse Rogoff.

"Nós não vamos ver apenas bancos de porte médio quebrando nos próximos meses", afirmou o economista, que trabalhou no FMI entre 2001 e 2004.

"Nós vamos ver um grande (quebrando), um dos grandes bancos de investimento ou outro grande banco", completou.

Os comentários de Rogoff foram feitos ao mesmo tempo em que as ações das duas maiores empresas de hipoteca dos Estados Unidos, Fannie Mae e Freddie Mac, despencaram em meio a relatos de que elas serão nacionalizadas.

Rogoff fez uma previsão de que, em alguns anos, as duas empresas "provavelmente" não existirão em sua forma atual.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 09:35

Gestão pública e privada

Da Comunidade de Gestão

Na Comunidade de Gestão, uma discussão sobre se os critérios da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) são adequados para medir a eficiência do setor público.Clique aqui.

Comentário de Sylvio Nunes:

O distanciamento entre o público e o privado se dá no plano da lógica econômica. Os fatores de produção e geração de serviços não derivam de um processo de acumulação e muito menos culminam num processo de livre concorrência. Também não existe uma demanda por lucro, e sim por resultados.

Por outro lado, os modelos de gestão público sempre convergiram para o alicerçamento burocrático do aparelho de estado enquanto instrumento de controle e funcionalização do poder. Em regra, o aparelho burocrático de estado tornou-se uma ferramenta de gestão de interesses coletivos a partir da prevalência dos interesses econômicos dos setores mais organizados e influentes do mercado. Ou seja, manda quem tem dinheiro (continua).



enviada por Luis Nassif
19/08/08 09:33

Geração canguru

Do Fórum da Comunidade do Blog

Publicado por Fernando Mancini Villela Andrade

Pensão para filhos maiores - Até quando ?

Tudo bem: o STJ acha que o filho pode ser poupado de entrar com uma ação para restabelecer o pagamento da pensão se manifestando na ação de pedido de exoneração.

O STJ não definiu até quando vai isso. O filho pode viver de pensão para sempre ? Se sim, mediante o preenchimento de que condições ? Se o caso for "normal" o direito à pensão vai até 24 anos ou o critério é outro?



enviada por Luis Nassif
19/08/08 09:09

A terceira onda migratória

Clóvis Rossi aborda um tema importante na sua coluna: a terceira onda de migração de cérebros, a disputa entre países por profissionais de alto nível (clique aqui). A coluna mostra, aliás, que o Rossi correspondente internacional continua imbatível.

No entanto, o pessimismo militante acaba prejudicando um pouco o raciocínio do Rossi analista, fazendo-o colocar o Brasil como vítima dessa nova onda. Já foi. Desta vez, creio que o jogo será diferente.

Já está ocorrendo uma migração importante no agronegócio. No começo, parecia uma invasão estrangeira de grandes multinacionais adquirindo grandes extensões de terra. Quem visita as novas fronteiras agrícolas, como Luiz Eduardo Magalhães, ou mesmo pólos como Petrolina-Juazeiro, percebe que o jogo é outro: são imigrantes tecnicamente aparelhados, com capital e tecnologia, que estão vindo se tornar brasileiros.

Como energia, pré-sal, Amazônia, as oportunidades futuras globais estarão por aqui. O grande desafio será montar estratégias na área científico-tecnológica – juntando Ministério de Ciências e Tecnologia, Fapesp, universidades federais e as estaduais de excelência – para prospectar o mundo e identificar cérebros na área acadêmica.

Por Andre Araujo

Enquanto isso a migração no sentido inverso, de 4 milhões de brasileiros residentes no exterior, sofre sua pior repressão em todo o mundo. graços ao ciclo xenofóbico de uma direita burra e precocnceituosa que se recusa a enxergar os beneficios de uma mão de obra capaz e ordeira, como é o caso das comunidades de brasileiros no exterior.

Essa repressão deixou de ser um episódio consular ou policial para ser politico. O Brasil não se deu conta de seu peso geopolitico e economico e se humilha perante Governos prepotentes, sem ter-se registrado nenhuma atitude firme contra essa atitude insultuosa à dignidade de um Estado, que não está sabendo proteger seus cidadãos aflitos no exterior. A Espanha abusou sem freios, o Brasil humildemente realizou uma reunião dita de cupula entre altos funcionários consulares e não arrefeceu um milimetro a arrogancia espanhola. A Espanha mandou ao Brasil 550.000 cidadãos entre 1900 e 1960, a maioria esmagadora pobres. O Brasil é credor migratório e não faz uso de força moral ou diplomática.

Agora o Reino Unido começa perseguição pior, a reação brasileira é a habitual: choramingas, protestos indignados e fica por ai.

Retaliação imediata e silenciosa nem pensar. Uma simplicissima: suspender as rotas aereas. Porque não fazer? Eles entenderão ràpidamente. O Brasil cresceu e ganhou musculatora mas esqueceram de avisar o Itamaraty que por modéstia e preguiça prefere funcionar seus consulador das 12 às 14 horas com a placa " FAVOR NÃO INCOMODAR".

Comentário

Chamo a atenção: períodos de intolerância étnica ou religiosa são fundamentais para os países que praticam a tolerância e políticas inteligentes de migração. A Espanha da Inquisição perdeu milhares de judeus e árabes, que constituíam a parte mais dinâmica da sua economia. A Inglaterra se fez atraindo pessoas que fugiam dessas perseguições. Depois, os Estados Unidos e o próprio Brasil se fizeram através dos deserdados econômicos e perseguidos da Europa e Oriente Médio.

Aliás, as Olímpiadas estão uma festa para os olhos. Assistir o nipo-brasileiro no tênis de mesa, depois as nordestinas do vôlei, depois as negras do futebol, depois o arco-iris de todas as cores do vôlei.

Vamos recuperar nosso papel de polo de atração da migração mundial.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 08:22

CPI contida

Segundo o Valor de hoje

“O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a concessão de cópia do disco rígido do Banco Opportunity à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga abusos em escutas telefônicas. A decisão foi tomada pelo ministro Cezar Peluso e limitou a atuação da CPI”.

Segundo a Veja

A revista prossegue com todos os recursos visando embolar o meio campo no Satiagraha. Na edição semanal, ataques à ABIN. Na UOL, uma relação dos episódios de corrupção dos últimos anos, sem mencionar Daniel Dantas.

Na coluna Radar, de Lauro Jardim, plantações e plantações.

No meio da semana, a informação de que o delegado Protógenes entrou no gabinete do juiz De Sanctis, no dia em que Dantas foi inquirido. Jardim poderia ter recebido a informação dos advogados de Dantas presentes ao depoimento ou dos procuradores.

Agora, essa forçada de barra para que o delegado Protógenes aceite a acareação com Dantas, para provar que o banqueiro mentiu quando o acusou de tentar perseguir o filho do presidente. Espero que o delegado não seja ingênuo de acreditar nessa provocação. Ninguém acredita em Dantas, com exceção da própria Veja.

Tanto que nem procurou desmentí-lo quando negou que o dossiê sobre as contas das autoridades - publicado pela revista - fôsse de sua autoria. Ele desmentiu a revista, que nem passou recibo.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 08:15

A construção naval

Um anúncio publicado no Valor, sobre o lançamento da Corveta Barroso, da Armada Brasileira, mostra um pouco a multiplicidade de empresas e setores envolvidos nessa produção.

As empresas construtoras mencionadas são: Usiminas, Vision Marine, Renkzanini, Saab, Ares, Omnisys, Rodhe&Sharz, Siem Consub, Sagem, Sauer Compressora, MTU, Light, ITT, Emgepron, SKM e RR.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 08:11

Bernanke e as expectativas inflacionárias

Da coluna de Delfim Netto, no Valor

Depois de termos mencionado num artigo publicado neste mesmo espaço o discurso de Ben Bernanke, o atual chairman do Federal Reserve dos EUA (o famoso Fed), que abriu a 53ª Conferência Anual do Federal Reserve Bank of Boston, no dia 9 de junho último, recebemos pedidos de atentos leitores solicitando mais informações sobre ele. (...) Aqui só nos interessa a última questão: expectativas inflacionárias.

"(...) Vou dividir minha análise em três tópicos.

Primeiro necessitamos entender melhor quais os fatores que determinam as expectativas inflacionárias da sociedade, tal como discuti com mais detalhes em uma conversa no National Bureau of Economic Research, transcorrida no último verão (10/07/2007). (...) Seria de bastante proveito para os próprios formuladores da política monetária que conhecessem mais acerca de como as expectativas inflacionárias são influenciadas por ela mesma, pela sua comunicação e por outros fatores econômicos, tais como os choques nos preços de petróleo.

A crescente literatura sobre o aprendizado em modelos macroeconômicos parece ser um veículo útil para abordar muitos desses tópicos. No modelo tradicional, com expectativas racionais, estrutura econômica fixa e objetivos políticos estáveis, não há papel para aquele aprendizado por parte da sociedade. Nele existe normalmente uma única taxa de inflação de equilíbrio no longo prazo, que é perfeitamente antecipada: a sociedade não realiza inferências a partir das comunicações ou das ações dos banqueiros centrais. O fato, porém, é que a sociedade tem apenas informações incompletas tanto acerca da economia quanto dos objetivos dos formuladores da política, fatores que podem, aliás, mudar ao longo do tempo. Considerar a possibilidade de aprendizado por parte da sociedade é mais realista e, ademais, tende a gerar conclusões mais razoáveis a respeito de como as expectativas inflacionárias mudam e, em particular, de como elas podem ser influenciadas pela ação e pronunciamentos da política monetária.

A segunda categoria de questões envolve os canais por meio dos quais as expectativas inflacionárias afetam a inflação presente. A via fundamental é a das expectativas para as negociações salariais, ou há outros mecanismos relevantes? Um achado algo perturbador sobre este problema foi revelado por uma pesquisa entre empresários acerca de decisões de como eles formam seus preços, conduzida por Blinder e outros (Asking about Prices, N.Y., 1998). Apenas uma pequena parcela dos entrevistados afirmou que a inflação agregada esperada afetava seus preços. Como podemos conciliar esse resultado com nosso forte pressuposto de que as expectativas são centrais para explicar a inflação? Talvez as expectativas afetem a inflação presente por meio de algum canal que seja relativamente indireto. A crescente literatura sobre fixação desagregada de preços talvez possa lançar alguma luz nessa questão.

Finalmente, um grande conjunto de questões gira em torno de como o banco central pode monitorar da melhor maneira possível as expectativas inflacionárias do público. (...) Infelizmente, as informações sobre as expectativas dos próprios formadores de preço são muito limitadas, especialmente a dos empresários. Qual das expectativas desses agentes é a mais importante para a dinâmica inflacionária, e como os banqueiros centrais podem extrair melhor a informação relevante a partir das várias medidas disponíveis?"

Que falta fez essa humildade esclarecida para moderar a precipitada política monetária "tempestiva" do nosso Banco Central, tão a gosto dos "cientistas" do sistema financeiro nacional. Estes, obviamente, supõem "saber" muito mais do que Bernanke sobre como se "controla" as expectativas inflacionárias...

Comentário

Para quem acompanha o comportamento real dos agentes econômicos, a fala de Bernanke é um bálsamo. A discussão econômica no Brasil tornou-se tão rasa, tão em cima dos manuais, que essas questões pareciam indagações de alienígenas. O comentarista que trabalha no FMI é mestre nesses chavões desmontados por Bernanke.



enviada por Luis Nassif
19/08/08 07:00

Uma proposta para o pré-sal

Na aba de ECONOMIA, a Coluna Econômica apresenta uma proposta de engenharia financeira capaz de viabilizar os recursos necessários para desenvolver o pré-sal da Bacia de Santos.



enviada por Luis Nassif
18/08/08 21:44

Trivial da Marambaia

Da Comunidade do Blog


Adicionado por Marise


O samba-choro é um dos gêneros musicais formadores da moderna música brasileira. Foi uma das fontes na qual João Gilberto foi beber.


Mais que isso: Marambaia era uma das músicas preferidas de dona Tereza.







Por Sanzio


Encerrando minha participação por hoje neste espaço. Vou CONFERIR o programa CQC, na Band às 21:45.


Para quem ainda não viu, vale a pena CONFERIR a entrevista com Daniel Dantas:

Boa noite miguxas e miguxos







enviada por Luis Nassif
18/08/08 19:12

A necessidade do NAE

Tenho a impressão que ainda não caiu a ficha sobre a dimensão do pré-sal. É muito dinheiro. Por uma área pequena de concessão, o empresário Eike Baptista conseguiu precificar sua OMX em vários bilhões de dólares, com os investidores correndo todos os riscos do negócio.

Hoje em dia existem petrolíferas do Ocidente com os cofres cheios e sem áreas para explorar. E países no Oriente Médio sentados em petróleo, mas sem pretender abrir seu território à prospecção estrangeira.

O pré-sal se tornou a coqueluche da indústria petrolífera mundial. Com os recursos provenientes da sua exploração, pode-se resolver o problema da Educação, da Saúde, da inclusão social, da industrialização do país. Ou pode-se perder o rumo, mercê do jogo de enormes interesses que começará a ser deflagrado.

Daí a necessidade urgente de reativar o Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência, com o coronel Oliva. O NAE desenvolveu uma belíssima interação com os centros de inteligência do país. Oliva é um especialista refinado em análise de situações complexas.

Seu sucessor, Roberto Mangabeira Unger, preferiu simplificar o discurso. Definiu cinco temas, identificou as melhores práticas em cada um dele e saiu país afora tentando conquistar corações e mentes. É um trabalho político, muito mais do que uma análise complexa. É útil por dar foco a essas boas práticas.

Só que a situação, agora, é um emaranhado tão grande que, sem uma análise precisa, detalhada, um diagnóstico claro sobre os rumos a seguir, o governo acabará refém do jogo de interesses.

Tem a questão federativa no meio – como dividir os royalties do pré-sal entre instâncias administrativas.

Tem a questão social e a necessidade urgente de carimbar os recursos, para que sua aplicação possa ser acompanhada pela opinião pública.

Tem a questão das formas de exploração e do desenvolvimento de todo um parque de fornecedores para a exploração – de estaleiros, plataformas marítimas a movelaria e outros produtos.

Tem a questão relevantíssima do risco da praga dos recursos naturais – a apreciação cambial que nos transforme em Venezuela ou Nigéria, em vez da Noruega.

Tem a questão do fundo soberano, e da visão estratégica de utilizá-lo não apenas para conter a apreciação cambial, mas também as estratégias de internacionalização da economia.

É muita coisa para ficar restrita aos cinco itens de Mangabeira Unger. O CGEE, com o coronel Oliva à frente, tem que voltar ao comando dos estudos – sem prejuízo do trabalho de Mangabeira.



enviada por Luis Nassif
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